A Civilização Grega

A antiga Grécia fazia limites com a Ilíria e a Macedônia ao norte, a leste com o mar Egeu, a oeste com o mar Jônico, e ao sul com o mar Mediterrâneo. Tinha 77.000 km2 .

Suas montanhas, com o céu quase sempre azul e seu clima suave faziam da Grécia um dos mais maravilhosos países do mundo antigo.

Foi nesse pequeno país que a primeira civilização européia começou a mais de dois mil anos. Naquele tempo, a Grécia dominava grandes áreas das margens do Mediterrâneo e do mar Negro. Atualmente, a Grécia tem poder reduzido, sendo um dos países menos desenvolvidos da Europa. Atenas é a capital e maior cidade do país. Em Atenas e outras partes da Grécia, existem esplêndidas ruínas que são monumentos do passado glorioso da nação.

Há milhares de anos, os gregos estabeleceram tradições de justiça e liberdade individual que são as bases da democracia. Sua arte, filosofia e ciência tornaram-se fundamentos do pensamento e da cultura ocidentais.

Os gregos da Antigüidade chamavam a si próprios de helenos ( todos que falavam grego, mesmo que não vivessem na Grécia), e davam o nome de Hélade a sua terra. Os que não falavam grego eram chamados de bárbaros. Jamais chegaram a formar um governo nacional, porém estavam unidos pela mesma cultura, religião e língua.

O PAÍS ATUAL EM RESUMO

Capital: Atenas

Língua Oficial: grego moderno (romaico)

Nome Oficial: Elliniki Dimokratia (República Helênica)

Área: 131.944 km2

Relevo: Ponto culminante = Olimpo, 2.917m acima do nível do mar. Ponto mais baixo = nível do mar dos litorais.

População: Estimativa de 1986 = 10.079.000 habitantes : distribuição: 66% urbana, 34% rural: densidade: 76hab./km2 . Estimativa de 1991 = 10.541.000 hab.

Principais produtos: Agropecuária = algodão, azeitona, cabras, fumo, hortaliças, limão, ovelhas, trigo e uva. Indústria = alimentos e bebidas processadas = cigarros, têxteis, vestuário. Mineração = bauxita, linhita e cromita.

Hino Nacional: "Imnos pros tin Eleftherian" ( "O Hino à Liberdade").

Moeda: Unidade básica = dracma. Cem lepta eqüivalem a um dracma.

I. Relevo Antigo

Ásperas montanhas de pedra calcária ocupavam cerca de ¾ do território. Florestas cobriam as encostas da serra. As maiores planícies ficavam na Tessália, ao norte, na Ática e na Beócia na Grécia central, e na Lacônia e em Messênia no Peloponeso. Os picos das cadeias submersas despontavam no mar formando ilhas.

II. O Clima na Grécia Antiga

Tinha um clima ameno e agradável. Aproximadamente 640mm de chuva caíam a cada ano, principalmente no inverno. No verão, o povo vivia quase inteiramente ao ar livre. Embora os ventos de inverno fossem frios, os gregos promoviam a maioria dos divertimentos e reuniões públicas fora dos recintos cobertos.

III. O Povo Grego

Os gregos são um povo animado ,que se diverte com as conversas e a companhia dos outros.

As classes da sociedade grega variavam de uma cidade-Estado para outra. Atenas contava com três classes:

Cidadãos, os eupátridas :Somente eles possuíam direitos políticos para participar da democracia. As mulheres e as crianças não faziam parte do grupo dos cidadãos;

Metecos : Eram os estrangeiros que habitavam Atenas. Não tinham direitos políticos e estavam proibidos de adquirir terras, mas podiam dedicar-se ao comércio e ao artesanato. Em geral , pagavam impostos para viver em Atenas e estavam obrigados à prestação do serviço militar;

Escravos: Formavam a grande maioria da população ateniense, pois para cada cidadão adulto chegou a existir cerca de 18(dezoito) escravos. Os escravos eram considerados propriedades do seu senhor, embora houvessem leis que os protegiam contra excessos de maus tratos. Atenas era um Estado que garantia a democracia da minoria às custas da escravidão da maioria.

Os antigos gregos falaram vários dialetos diferentes durante centenas de anos. Depois de 330 anos a.C., um dialeto comum chamado coiné desenvolveu-se a partir do primitivo dialeto falado em Atenas. Vários invasores penetraram na Grécia Antiga, mudando a língua e os costumes gregos.

"Na Grécia, a pobreza é sempre uma hóspede" (Heródoto). O povo levava uma vida simples, começando na moradia, que eram de pedra ou de tijolos secos ao sol e cobertos com estuque. A maioria dos gregos fazia apenas duas refeições por dia. O almoço, ariston, muitas vezes consistia somente de um prato de feijão ou de ervilhas e de uma cebola crua ou um nabo cozido. Ao cair da noite havia o deipnon, a refeição principal que incluía pão, queijo, figos, azeitonas e por vezes um pedaço de carne ou queijo.

Os gregos não conheciam o açúcar, porém serviam-se do mel para adoçar seus alimentos. Usavam o azeite para passar no pão, além de empregarem-no como óleo de cozinha e sabão. A maioria dos gregos bebiam uma mistura de vinho e água; eles consideravam o leite próprio apenas para os animais e os bárbaros.

Os gregos desenvolveram um belo e gracioso traje. Homens e mulheres usavam um quitão, túnica que descia até os joelhos ou tornozelos; um cinto estreito prendia na cintura o quitão feminino. Grande parte dessas túnicas eram feitas de lã; apenas os mais ricos podiam tê-la de algodão ou linho. O povo usava quitões de cor marrom para o trabalho e de cor branca nas ocasiões formais.

Tanto os homens como as mulheres trajavam também himátions, mantos que eles arranjavam com pregas sobre os ombros e os braços. Os moços por vezes usavam uma clâmide, pequeno manto preso no ombro. As mulheres podiam vestir também um péblos, que era uma variação do quitão. Dentro de casa os gregos habitualmente andavam descalços; na rua muitos usavam sandálias. A maioria dos gregos andava com as cabeças descobertas.

Cada vila ou cidade contava com ginásio ao ar livre onde os homens podiam praticar exercícios ou vários tipos de jogos com bola. As crianças geralmente rolavam aros ou brincavam com bonecas. Os homens mais velhos sentavam-se na ágora(mercado), onde ficavam jogando damas ou conversando. A mulher grega trabalhava quase que todo o tempo e tinha poucos divertimentos. As caçadas eram passatempos prediletos nas propriedades rurais.

IV. Educação na Grécia

As meninas não recebiam qualquer educação formal, mas aprendiam os ofícios domésticos e os trabalhos manuais com as mães. Principal objetivo da educação grega era preparar o menino para ser um bom cidadão. Os gregos antigos não contavam com uma educação técnica para preparar os estudantes para uma profissão ou negócio.

Em Esparta a educação era organizada em modos militares e dava-se ênfase à educação física. Os meninos viviam em casernas dos 7 anos 30 anos e sua educação incluía intermináveis exercícios de ginástica e atletismo. Os professores surravam os alunos, às vezes, seriamente, a fim de reforçar a disciplina. Os espartanos alcançavam a maturidade em ótimas condições físicas mas em geral eram ignorantes; somente alguns sabiam ler e escrever.

A educação em Atenas contrastava acentuadamente com àquela que era adotada em Esparta. Eles acreditavam que sua cidade-estado tornar-se-ia a mais forte se cada menino desenvolvesse integralmente as suas melhores aptidões individuais. O governo não controlava os alunos e as escolas. Um garoto ateniense entrava na escola aos 6 anos e ficava confiado a um pedagogo. Ele estudava aritmética, literatura, música escrita e educação física; além disso decorava muitos poemas e aprendia a tomar parte nos cortejos públicos e religiosos. Os meninos tinham feriados apenas nos dias de festas religiosas. O governo recrutava para treinamento militar durante 24 meses, todos os jovens quando atingiam a idade de 18 anos.

V. Artes

A literatura foi a maior e mais singular contribuição dos gregos a civilização ocidental.

Os arquitetos gregos demonstravam grande habilidade em seus projetos de tempos e edifícios públicos. Eles assentavam com perfeição os blocos de mármores ou de pedra calcária, sem usar argamassa e empregavam graciosas colunas para sustentar o trabalho dos tempos.

Na escultura usavam tanto mármore quanto bronze. Alguns famosos escultores: Fídias, Míron, Policleto, Lisípo, Praxíteles, Scópas.

As pinturas desapareceram em sua grande maioria. Apenas vasos pintados foram preservados.

A música era executada por um só instrumento de sopro ou de cordas acompanhado por uma forte batida rítmica. Os instrumentos favoritos era a lira, a cítara, parecida com o alaúde, e o áulo, que lembrava um pouco o oboé. Eles apreciavam bastante o canto e escreveram muitos poemas em forma de canção com acompanhamento de lira. Eles chamavam essa poesia de lírica.

Da Grécia vieram os primeiros filósofos e grande sabedoria nas ciências.

VI. A Religião Grega

Os gregos adoravam vários deuses, e os representavam sob a forma humana. Portanto, sua religião era politeísta e antropomórfica. Os deuses habitavam o monte Olimpo. No monte Olimpo habitavam 15 deuses, são eles:

Zeus - Deus do céu e Senhor do Olimpo;

Héstia - Deusa do lar;

Hades - Deus do mundo subterrâneo (inferno);

Deméter - Deusa da agricultura;

Hera - Deusa do casamento;

Posêidon - Deus dos mares

Ares - Deus da guerra;

Atena - Deusa da inteligência e da sabedoria;

Afrodite - Deusa do amor e da beleza;

Dionísio - Deus do vinho, do prazer e da aventura;

Apolo - Deus do Sol, das artes e da razão;

Artemis - Deusa da Lua, da caça e da fecundidade animal;

Hefestos - Deus do fogo;

Hermes - Deus do comércio e das comunicações.

Asclépio - Deus da medicina.

As três Graças;

As noves Musas;

Eros;

As Horas;

As Morais.

Praticavam ainda, os gregos, o culto dos heróis, eram seres mitológicos considerados pelos gregos, como seus antecessores, fundadores de suas cidades, às quais davam proteção: Teseu, Épido, Perseu, Belerofonte e Hércules.

O culto aos deuses era tão desenvolvido entre os gregos, que chegaram a erigir soberbos templos as suas divindades, nos quais realizavam suas orações. Consideravam que os oráculos eram meios utilizados pelos deuses para se comunicarem com eles.

Diversos jogos periódicos eram promovidos pelos gregos em homenagem aos deuses, como os Jogos Olímpicos, dedicados a Zeus, na cidade Olímpia. Os Jogos Olímpicos eram praticados de quatro em quatro anos. Durante sua realização, sustavam-se as guerras, e respeitavam-se como as pessoas sagradas os seus participantes.

A História Grega

Como a superfície contínua da Grécia era bastante limitada, os gregos, passaram a habitar também as ilhas próximas, bastantes numerosas. A ilha de Eubéia ficava separada do continente pelo estreito de Euripes. Ítaca, Cefanônia, Córcira e Zaquintos localizavam-se no mar Jônico. Ao sul do Peloponeso, ficava Cítara, que representava uma etapa para a ilha de Creta, a mais extensa de todas. As Cícladas (Andros, Delos, Paros, Nexos) localizavam-se no Egeu, bem como as Espóradas (Rodes, Samos, Quios, Lesbos). Essas ilhas constituíam a Grécia colonial, constituídas por terras mais distantes:

Ásia Menor (Eólia, Jônica, Dória);

Sul da Itália (Magna, Crécia);

Costa egípcia (Náucratis).

Desde o período neolítico que se tem notícia da presença do homem na península Balcânica. Os pelasgos foram seus primeiros habitantes, possivelmente, de origem mediterrânea. Os cretenses, porém, foram mais importante como civilização, predominando em toda a região do Egeu. Tantos os pelasgos como os cretenses, geralmente são considerados povos anteriores aos gregos ( povos pré-helênicos).

A história egeana teve suas origens na ilha de Creta, irradiando-se daí para a Grécia continental e também para a Ásia Menor. Cerca de 1.800 a.C., Cnossos e Faístos, na ilha de Creta, atingiram o seu apogeu. O palácio de Cnossos foi destruído entre cem e duzentos anos mais tarde. Formou-se uma nova dinastia, à qual se deve diversas transformações, inclusive o tipo de escrita. Os cretenses experimentaram outro período de apogeu, cerca de cinqüentas anos mais tarde, quando atingiram a Ásia menor, reconstruindo Tróia, e a Grécia continental, construindo aí Tirinto e Micenas. Os chamados "povos do mar" surgiram pelos fins do século XV a.C., e por certo foram os predecessores dos povos gregos. Eram os aqueus, povos de origem indo-européia. Da miscigenação de cretenses e aqueus originou-se a civilização Miceniana.

Duzentos anos mais tarde, os dórios, os jônicos e os eólios, outros povos helênicos, transferiram-se para Grécia. Os invasores venceram os aqueus, e substituíram as cidades pelas suas. Tais cidades viram transformar-se nas grandes representantes da Grécia Antiga: Atenas, Tebas, Esparta e outras.

Os Poemas de Homero

Os poemas homéricos, Ilíada e Odisséia, narram esses tempos de lutas e de lendas. O primeiro narra a guerra entre gregos e troianos, com a vitória dos primeiros. A Odisséia, conta as aventuras de Ulisses (Odisseu), rei de Ítaca. Por isso, esse período é chamado de Tempos Homéricos.

As Cidades Gregas

As cidades gregas são encontradas nos tempos históricos mais remotos. Muitas dessas cidades apresentavam uma organização perfeita. Tomamos conhecimento dos genos, minúsculas comunidades naturais em que os gregos anteriormente viviam, apenas através das lendas e dos poemas homéricos. O genos era constituído por todos os que prestavam culto a antepassados comuns que tinham o mesmo sangue. Com o tempo, esses genos foram se agrupando, a fim de obterem melhores condições de vida, e deram origem a cidades.

Os gregos, porém, fundaram muitas cidades, cada qual mantendo sua independência. Possuíam também seus próprios reis, hábitos e regulamentos. Apesar disso, os gregos sentiam que formavam um só povo, o que desenvolveu na Grécia o sentimento pátrio.

As Colônias Gregas

As colônias foram o meio utilizado pelos gregos para disseminarem a sua religião e seus hábitos por toda a extensão do Mediterrâneo. A fundação de colônias gregas não era devida à iniciativa do Estado. Um grupo de elementos, obedecendo à chefia de um, encarregado de levar o fogo sagrado, saía da mesma cidade à procura de um local onde pudesse se estabelecer e construir cidades independentes, ligadas apenas pela religião à cidade de origem. Essa modalidade de colônia é denominada apoequia.

No século X a.C., os atenienses criaram um novo tipo de colônia, a olerúquia. Era obra do Estado, e os emigrantes conservavam os seus direitos de cidadania.

Algumas colônias gregas: vilas na Sicília, sul da Itália, Turquia, terras no mar Negro, Índia, Portugal e Sudão.

A Evolução Grega

Em algumas cidades, a agricultura foi substituída por outras atividades econômicas, que atraíram elementos estrangeiros e provocaram o aumento do números de escravos. As classes que não participavam da política aumentaram, numericamente, enquanto se agrupavam na cidade propriamente dita. Com isso, tomaram consciência da força que possuíam que até então haviam ignorado por causa de sua vida dispersa na lavoura.

O aparecimento da moeda foi outro fator da revolução da econômica. Riquezas móveis se constituíram e, houve descontentamento entre as classes sociais inferiores. As lutas políticas sucediam-se. Como solução, promulgaram-se leis para regulamentarem as relações de classes.

Os excessos de luxos constituíram uma das preocupações de quase todos os legisladores. Conhecem-se leis de Pítacos, Sólon e Zaleucos relativas ao uso de jóias femininas e cortejos fúnebres.

Com a crise, o regime aristocrático propiciou o surgimento da tirania, representada pelo menos por duzentos tiranos distribuídos ao longo da história grega.

Os tiranos gregos tinham como principal intuito serem aceitos pelo mundo como protetores da justiça e da religião, e procuravam rodear-se de literatos e de artistas, que os transformavam em elementos benfeitores, conseguindo-lhes com isso simpatia e prestígio.

Espartanos e Atenienses

Os atenienses constituíram a democracia padrão na Grécia clássica.

Os espartanos, como mantinham condições de vida semelhantes a de um exército recluso, sofreram poucas modificações políticas, permanecendo sempre com as características de um Estado aristocrático.

Tanto Esparta como Atenas mantiveram constantes lutas pela hegemonia grega.

Atenas teve o seu apogeu no transcorre da época de Péricles (463-529 a.C.). Péricles foi o principal representante do partido democrático, que subiu ao poder em 463 a.C.. Teve como principal objetivo de sua política a melhoria das condições de vida da população, transformando e melhorando também as características da política externa.

Quanto à cultura, procurou atrair os intelectuais de todas as localidades da Grécia, favorecendo-os e instalando-os em Atenas. Sua época foi marcada por nomes de grandes personalidades:

Fídias, arquiteto e escultor;

Sófocles, autor de tragédias;

Heródoto, o grande historiador;

Ésquilo, autor de tragédias;

Sócrates, o pai da filosofia;

Eurípedes, autor de tragédias;

Aristófanes, comediógrafo.

No fim do governo de Péricles, eclodiu a luta entre Esparta e Atenas, que seria uma das mais longas e violentas guerras do mundo antigo, e que passou para a História como a guerra do Peloponeso.

Os constantes desentendimentos bélicos entre as cidades gregas somente conseguiram abalar a unidade do país, propiciando a Filipe I I que concretizasse a sua conquista.

Após haver conseguido impor-se aos gregos, muitos acreditam que o rei macedônio estivesse cuidando dos preparativos para submeter os persas, o que não conseguiu levar a contento, pois foi assassinado por Pausânias, em 336 a.C., deixando seu trono para seu filho, Alexandre.

As Conquistas de Alexandre

Contava, então, Alexandre, 20 anos, e era considerado um homem culto e admirador do helenismo, acreditando-se que tenha sido discípulo de Aristóteles. Tratou de consolidar, na Grécia, a obra de Filipe. Invadiu Tebas, e a destruiu. Venceu Atenas. Depois da vitória de Granico, submeteu a Ásia Menor, além de outras vitórias. Morreu em 323 a.C.

Depois de sua morte, desentendimentos e lutas enter os generais provocaram a divisão do Império em 3 grandes reinos:

o do Egito;

o da Síria;

o da Macedônia.

Tempos depois, reinos menores originaram-se desses 3 grandes reinos:

Epiro;

Ponto;

Bitínia;

Galátia;

Pérgamo;

Capadócia;

Pártia;

Bactriana.

Esses pequenos reinos constituíam os "estados helenísticos".

 

Período Helenístico

Também na religião o regime se impôs. Foi estabelecido o culto dos reis, transformando o rei quase em um deus.

A escultura helenística orientava-se no sentido de causar efeito, e se caracterizava pelas grandes proporções. Os principais centros esculturais foram Pérgamo e Rodes. O Colosso de Rodes era uma das setes maravilhas do mundo antigo. Na pintura, sobressaiu-se Apeles. Na poesia, notabilizaram-se Teócrito e Menadro. O historiador mais célebre foi Políbio. Na filosofia, aparecem Zénon, Pirro, Diógenes e Epicuro. Também viveram nessa época:

Euclides, o pai da geometria;

Arquimedes, o pai da física.

 

A Conquista Romana

Até então, Roma não demostrara pretensões sobre as terras de além-Adriático. Mas o perigo representado pelos ilírios fez com que essa situação se transformasse. Os piratas ilírios, tornando-se muito fortes, passaram a representar sério perigos aos romanos, e estes resolveram guerreá-los. Roma libertou várias cidades gregas, que deviam ficar sob seu protetorado. Filipe X, da Macedônia, concedeu asilo a Demétrios. Como Demétrios era inimigo de Roma, este invadiu a Macedônia e, mais tarde, a Grécia.

Resumo da História Grega

3000-1100 a. C. = Ascensão e queda da civilização minoana na ilha de Creta e da civilização micênica no continente grego.

776 a. C. = A primeira Olimpíada foi realizada.

700 a. C. = Homero compôs a Ilíada e a Odisséia.

490 a. C. = Os gregos rechaçaram a primeira invasão persa na Batalha de Maratona.

480 a. C.= Os atenienses derrotaram a frota persa em Salamina.

461-431 a. C. = Durante a Idade de Ouro de Atenas os gregos desenvolveram suas maiores artes.

431-404 a. C. = Esparta derrotou Atenas na Guerra do Peloponeso.

371 a. C. = Tebas derrotou Esparta na Batalha de Leuctra.

362 a. C. = Tebas caiu após a Batalha da Mantinéia.

338 a. C. = Filipe II venceu os gregos e anexou a Grécia ao império Macedônio.

334-328 a. C. = Alexandre, o Grande, conquistou o império persa com um exército de gregos e macedônios.

323 a. C. = Alexandre, o Grande, morreu e teve início a era Helenística.

197 a. C. = Os romanos conquistaram a Macedônia e a Grécia pela primeira vez.

146 a. C. = A Grécia tornou-se província romana.

A ágora

No ano 500 a.C. os Gregos viviam em pequenas cidades independentes, consistindo numa vila com quintas à sua volta. Chamavam-lhe cidade-estado. No centro da cidade havia um espaço aberto chamado a ágora. A palavra ágora, inicialmente, significava reunião. Mas os Gregos começaram a usá-la para significar a praça pública da cidade, pois era ali que se encontravam para discutir os assuntos importantes da cidade-estado. A ágora era o centro populoso da vida na cidade-estado. Em muitas cidades todos os cidadãos se encontravam ali numa assembleia que decidia o governo do estado. Os juízes da cidade julgavam o povo ali. Os homens passeavam com os seus amigos nas arcadas sombrias. E todos os anos o povo das cidades se encontrava na ágora para assistirem aos festivais de poesia e aos jogos realizados em honra dos deuses. [...] Os homens faziam as compras. Os Gregos não tinham sacos de compras e, por isso, os soldados carregavam o peixe nos seus capacetes. Um homem visita o barbeiro, enquanto outro compra sandálias. O mercador de escravos tenta persuadir o cliente a comprar dois escravos fortes recém-capturados. E num local fresco, debaixo das árvores, um grupo de amigos discute política e os últimos boatos.

Judith Croshe, Os Gregos, Círculo de Leitores, Lisboa, 1975

GUERRA DE TRÓIA

A Guerra de Tróia é um dos mais incríveis, senão o mais elaborado teatro representativo das paixões humanas. Paixão, loucura, desejo de glória, ciúme, covardia, amor à família, patriotismo, saudade, todos os sentimentos e estão retratados no ciclo de lendas causas e conseqüências.

Portanto aqui está um pequeno resumo de cada heróis que combateu em Ílion, de algum de seus familiares

GREGOS

Os gregos, também chamados de aqueus ou dânaos

Agamenon - Agamenon era o rei de Micenas, filho adotivo de Atreu e nominalmente líder da expedição contra Tróia.

Ájax Oileu

Ájax Telamônio

Androgeu

Aquiles

Calcante

Diomedes

Filoctetes

Idomeneu

Mácaon

Menelau

Neoptólemo

Nestor

Nireu

Pátroclo

Protesilau

Sínon

Tersites

Ulisses

 

TROIANOS E ALIADOS

Os troianos, também chamados de teucros ou dardânios. Podemos notar que os personagens não são apenas guerreiros, mas também mulheres e crianças.

Acestes

Andrômaca

Anquises

Ascânio

Astíanax - Filho de Heitor e Andrômaca. Foi sacrificado no fim da guerra

Cassandra - Filha de Príamo. Profetiza, contudo esse dom de Apolo veio acompanhado com a condição de que nunca ninguém creria em suas profecias. Profetizou que Páris seria responsável pela destruição de Tróia. Profetizou que o cavalo destruiria a cidade. Foi estuprada por Ájax Oileu no templo de Minerva por ocasião da tomada da cidade (Minerva mais tarde de se vingou). Foi levada por Agamenon para Micenas e profetizou que este seria morto pelo amante de sua esposa Clitemnestra. Foi morta por Clitemnestra

Cloanto - companheiro de Enéias

Creúsa - Primeira esposa de Eneías. Tentou fugir com o marido da cidade, mas desapareceu e foi tida como morta.

Crises

Deífobo - Filho de Príamo. Após a morte de Páris ficou com Helena. Menelau cortou-lhe os braços, orelhas, nariz quando tomou a cidade

Enéias - Filho de Anquises e da deusa Vênus. Conseguiu fugir de Tróia com os penates troianos. Foi para a Itália.

Gias

Hécuba - Rainha de Tróia

Heitor - Filho de Príamo.

Heleno - Filho de Príamo.

Laocoonte - sacerdote.

Memnôn - Filho de Aurora e Titono.

Mnesteu - Companheiro de Enéias.

Panto - Sacerdote de Apolo

Páris - Filho de Príamo. Raptou Helena

Pentessiléia

Polixena

Príamo - Rei de Tróia

Sarpedão

Segesto

 

OS DEUSES NA GUERRA

Os deuses se distribuiram contra e a favor de ambos lados.

Por ocasião de uniformidade, será adotado a nomenclatura latina.

Apolo

Diana

Juno

Júpiter

Marte

Minerva

Netuno

Paládio

Penates troianos

Tétis

Vênus

Vulcano

 

As épocas gloriosas da Grécia

Período Homérico(1700 a.c.-800a.c.)

Nessa época, a vida na Grécia tinha por base a clã, e havia pouca diferença entre as classes. Todos ajudavam nos trabalhos comunitários e quase não existiam escravos. Os gregos cultivavam uvas, cereais e oliveiras. Faziam também, excelentes cerâmicas, tecidos rústicos e embarcações. O comércio limitava-se à troca de objetos.

Período Arcaico(800a.c.-500a.c.)

O que marcou este período foi o crescimento das cidades estados e pela emigração.

Com a necessidade do povo o território tornou-se pequeno, por isso agricultores foram embora da Grécia para produzir em locais próximos. A expansão colonizadora favoreceu e prejudicou os pequenos agricultores devido a concorrência. As cidades interioranas, que dependiam da agriccultura ficaram isoladas.

Período Clássico(500a.c.-338a.c.)

Nesta época, devido ao governo de Péricles, Athenas se tornou a maior cidade grega.Essa foi a época das guerras médicas (contra os persas), onde os gregos só venceram.Péricles sonhava em fazer de Athenas, a mais bela cidade do mundo. Também neste período, os homens adultos poderiam opinar pela administração da cidade.

Período Helenístico(338a.c.-30a.c.)

Nesta época, Filipe, o rei da Macedônia, se aproveitou da situação de confusão na Grécia devido às guerras entre Athenas e Esparta para dominar o país. Daí a civilização grega entrou em decadência.